As vezes eu me sinto enganado por mim mesmo, viajando em neuroses que me abstém da realidade e outras vezes em uma realidade brusca demais para os seres morais.
Eu disse moral não mortal.
Eu já julguei um simples “porra” como imoral , hoje apenas pensar em palavras mais obescenas é quase inevitável, imagine proferir.
Essa maioridade me impõe uma moralidade quase que hipócrita, mas é a imoralidade que paradoxalmente cresce com o passar dos anos e as experiências advindas.
Minhas experiências estão muito modernas!
Modernidade é o termo que usamos pra dizer que fez o que não devia mas que um monte de gente que se diz melhor já fazia.
E eu já fiz tanta coisa que esse pessoalzinho moderno ficaria barroco se fossem competir comigo.
Outro dia eu olhei a propaganda bonita onde um corpo semi nu é lentamente mostrado e enquanto todos se esbaldavam com a bela silhueta que se destacava na tela eu observava um dos pequenos, porém importantes detalhes que lhe conferia toda sensualidade exalada. A pele.
Minha pele pede por libido. Meus olhos perseguem o proibido, minhas mãos não tateam mas gesticulam pra saciar tudo que ainda não me permiti.
Passei muito tempo em recato e hoje espero um impulso pra desenfrear meus desejos, minhas vontades, meus infernos interiores.