Julho 2007


Neste final de semana ela ficou chateada porque fui pro futebol no sábado a noite, já fazia meses que eu não ia para nenhuma partida, porém na ultima quarta quando fui ao clube pagar a mensalidade encontrei toda a turma e ficou acertado uma partidinha no sábado.
já eram quase 7 quando ligaram pra confirmar e eu já havia até esquecido, assim como hávia esquecido de comentar com ela que naquele sábado tinha futebol. Pronto já ficou com a cara amarrada e era nítido que as próximas horas dentro de casa seriam um inferno.

Fui pro futebol e quando terminou nem emendei na cervejinha exatamente pra não piorar a situação.
Cheguei em casa calado e assim fiquei, afinal estava errado em não ter avisado com antecedência, tomei banho , já fingia dormir quando ela entrou e começou a despejar toda sua raiva, e a raiva era tanta que nem dormiu na cama, foi pro quarto de hospedes ou sala, nem sei só percebi no dia seguinte quando ouvi o barulho na cozinha.

Pensei que a confusão tinha terminado por aí, mas voltamos a discutir e ela foi falando cada vez mais alto, comecei a dar as desculpas que me vinha em mente e de tudo o que me incomodava como o fato de parecer que eu não tinha o direito.  Até ela dizer que eu não a consultei que bastava ter pedido…
Pensei, que parte daquele contrato chamado casamento diz essa clausula?
Perdi a cabeça e comecei a falar na mesma tonalidade irada com que ela destilava suas sentenças. A coisa ficou feia, e suas plavras me soavam mais como um pensamento distorcido da realidade do que afirmações dignas de serem levadas a sério.

Não consigo lembrar de muita coisa, mas a altura do decibeis de nossas vozes culminaram em uma agressão.
Eu bati nela. Nada que deixasse uma marca, hematoma ou partes roxas, mas bati.
E me senti mal com isso.
O resto do domingo passou sem que houvesse nem mais uma palavra.
Vim trabalhar cedo.
Talvez minhas malas estejam na porta quando eu chegar hoje.
E me pergunto o que ainda me prende a essa mulher? Se não tem mais respeito, se me tornei um monstro.
Será que a amo? Não serei como os calhordas que dizem que bate por amor, eu bati por falta de controle mesmo.
Será que estou apenas acostumado com sua companhia? E me acovardo diante da possibilidade de novamente estar solteiro?
Será essa pseuda segurança social e financeira que adquirimos? uma casa, um carro e os constantes elogios de nossas familias.
Sei que errei em ter batido nela.
O preço pagarei nos próximos dias e talvez pelo resto da minha vida.

Se me arrependo? não sei, ainda não estou certo de que isso tenha sido um pecado.

Estamos bem,
brigamos o final de semana inteiro, mas nos amamos como sempre e conversamos como nunca sobre as coisas mil de nossas tão distintas vidas.
Eu sei que a amo e por isso não quero mais beijos furtivos com pessoas que mexem com minha libido.
Eu dizia que beijar não é trair, mas como alguém já me disse Jesus foi Traído com um beijo.
Isso tem mexido comigo.
Eu não quero machucar e posso acabar me machucando.
Se ela não me merece é uma coisa que só o tempo dirá,
sei porém que eu quero merece-la.
Vou tentar acabar a relação com o dono da boca que tenho beijado ultimamente.
Mas por favor caro leitor se eu não conseguir não me condene, já basta minha conciência pesando de tal forma que mal posso andar de cabeça erguida.

As coisas melhoraram.
Sim e como, depois de uma conversa seria foi sexo quase todos os dias e adimito que caprixei nas preliminares pra ver se a mulher se animava.
Mas alegria de pobre dura pouco, veio a vilã que todo homem casado odeia. Ela mesma a menstruação.
5 Dias aguentando a madame hipersensivel, descontrolada e repentinamente chorosa.
Tudo bem, vamos dar um desconto.

Eu  já estava até rezando que quando essa fase dolorosa (mais pra ela do que pra mim) passasse e não houvesse alguma briga que me fizesse dormir no quarto de hospedes.
E pior que brigamos por besteira, claro.

Passei a semana toda sem ter nada, somando com a semana anterior em que ela estava parada para manutenção dá um total de 2 semanas sem prazer sexual. Se for avaliar bem isso é metade de um mês. Motivo mais do que suficiente para traições, mas não trai.
Somente os beijos descritos no outro blog. É com um colega de trabalho. As trocas de olhares são até mais excitantes do que os beijos em si.
As vezes me pego pensando no cara e já até criei estratégias para nos nossos momentos furtivos do trabalho ir além dos  beijos melados. Mas quando chega na hora não tenho coragem de avançar pro que meu imaginário criou.
Se avançar meu conciente gritaria dizendo que agora sim trai. E trair não quero, ela não merece.

É loucura eu sei, mas talvez Freud Explique.