Fiz besteira
mas não foi com quem queria, na verdade foi mais carencia do que vontade.
E me senti mal.
Engraçado , das outras vezes embora tenha sentido um certo incomodo, dessa vez me deu uma sensação terrivel, indescritivel, meio com féu e envenenado.
Passei as ultimas horas remoendo pesadelos, culpas e pesares. Acordei para trabalhar transuente quase sem sentido, mas sentindo tudo pelo qual me culpei nas ultimas horas.
Hoje, justo hoje meu caso de boca espreitou-me e me roubou um beijo, castiguei sua lingua em sucções mais fortes até ele reclamar de dor.
Aquilo me excitou!
Estou com vontade de fazer com ele o que fiz no sabado.
Sem pudores quase vulgar e sem fulgor mas principalmente sem ser fingido.
Estou com vontade de perder o resto de amor próprio que ficou e desesperadamente me jogar em abismo em direção ao fundo do poço.
Ainda que saiba que nas regras do desejo o fácil e o estar a disposição não dão tesão.
Estou com vontade de ligar pra ele e dizer que quero hoje a noite ainda que mal consiga olha-lo nos olhos no dia seguinte.
Estou com vontade mas morrendo de medo.
O medo que queria ter tido sabado quando aquele telefone tocou.
O medo que deveria ter parado de sentir quando sai daquele carro.
E pela primeira vez eu não sei se isso é um desabafo, uma confissão ou uma insensatez.
Agosto 6, 2007