Desabafos


Estamos em paz, uma conversa seria para resolver as diferenças e acordos que até aqui nessas duas semanas não foram quebradas. Isso tem me animado e tenho me esforçado em fazer minha parte, inclusive em não dar bola para quem não merece.

Eu já disse antes que mesmo que ela não me mereça, eu quero ser o melhor. E já errei tanto com ela, já errei tanto comigo mesmo. E por não ter como passar uma borracha por cima de todas as falhas que tive e tenho tido em nossa vida à dois, por não ter como passar um liquid paper em cima das traições que meu sofisticado mecanismo de defesa nega gritando que meros beijos não são pecados ou ainda arrancar da minha memória a traição carnal de corpo, suor e prazer. As vezes me engano com essa ultima sentença alegando que quando mais carente estava ela não me deu apoio. Não!!!! Essas desculpas não convencem e nem justificam.

Eu sou indesculpavel por essas falhas. Mas, eu quero fazer um acordo comigo mesmo. Um acordo de que a partir de hoje beijos e satisfação sexual não irão mais se repetir. Irei aproveitar o nojo que estou sentindo dos outros e de mim mesmo para acabar de uma vez por todas com esse joguinho de quero-quero que eu inventei pra animar minha insosa mediocridade.

Eu me compremeto comigo mesmo que a partir de agora, estarei cumprindo com o minhas promessas feitas a Deus, a ela e a mim mesmo e ainda que todos esperem que faça a coisa errada, a átitude certa será a que norteará minhas ações daqui pra frente.

Não pelos outros, mas por mim.

E claro também por ela.

A partir de hoje me esforçarei.

Que Deus me ajude.

Fiz besteira
mas não foi com quem queria, na verdade foi mais carencia do que vontade.
E me senti mal.
Engraçado , das outras vezes embora tenha sentido um certo incomodo, dessa vez me deu uma sensação terrivel, indescritivel, meio com féu e envenenado.
Passei as ultimas horas remoendo pesadelos, culpas e pesares. Acordei para trabalhar transuente quase sem sentido, mas sentindo tudo pelo qual me culpei nas ultimas horas.
Hoje, justo hoje meu caso de boca espreitou-me e me roubou um beijo, castiguei sua lingua em sucções mais fortes até ele reclamar de dor.
Aquilo me excitou!
Estou com vontade de fazer com ele o que fiz no sabado.
Sem pudores quase vulgar e sem fulgor mas principalmente sem ser fingido.
Estou com vontade de perder o resto de amor próprio que ficou e desesperadamente me jogar em abismo em direção ao fundo do poço.
Ainda que saiba que nas regras do desejo o fácil e o estar a disposição não dão tesão.
Estou com vontade de ligar pra ele e dizer que quero hoje a noite ainda que mal consiga olha-lo nos olhos no dia seguinte.
Estou com vontade mas morrendo de medo.
O medo que queria ter tido sabado quando aquele telefone tocou.
O medo que deveria ter parado de sentir quando sai daquele carro.
E pela primeira vez eu não sei se isso é um desabafo, uma confissão ou uma insensatez.

Tenho me enforcado sozinho.
Não tenho dado valor pro meu caso de beijo na boca do escriotório mas também tenho abandonado minha companheira. Acho que estou deprimido, o tempo passa que eu não vejo às horas mas o cançasso me nocautea antes das 10h. Pra complicar essa semana tenho treinamento da empresa em Juiz de fora  e repentinamente tenho tido uma louca vontade de fazer com qualquer um o que não fiz com aquela boca, mãos e todo resto.

Talvez seja reflexo da falta de sexo , pois estou frio com ela e me incomoda o fato de ela nem perceber, como se isso sexo fosse algo que a humanidade pudesse passar despercebido. Isso diminui ainda mais minha vontade.
Acho que estou enlouquecendo.

Mas se estiver que não cometa loucuras, outro dia estava contando quantas bocas poderia beijar enquanto passeava no shopping, contei 16 bocas na qual toparia enconstar a minha e se o jogo colasse iria adiante. Depois me assustei com essa libidinosidade latente.

Comprei chocolate pra acalmar os animos e até hoje~me sinto envergonhado. Eu não era assim, nunca fui santo, mas também tarado não seria o melhor título.

Pra essa viagem já decidi, vou me comportar, entrar na sala de aula, aprender, almoçar, voltar pra sala de aula, jantar e dormir. Sem conversas pelos corredores ou passeios nas avenidas. Não tem nem muito o que se ver por ali mesmo.

E tudo isso torcendo pra que nenhuma troca de olhares aconteça durante esses três dias, porque eu decidir que vou tentar, mas não disse nada sobre ser forte.

As coisas melhoraram.
Sim e como, depois de uma conversa seria foi sexo quase todos os dias e adimito que caprixei nas preliminares pra ver se a mulher se animava.
Mas alegria de pobre dura pouco, veio a vilã que todo homem casado odeia. Ela mesma a menstruação.
5 Dias aguentando a madame hipersensivel, descontrolada e repentinamente chorosa.
Tudo bem, vamos dar um desconto.

Eu  já estava até rezando que quando essa fase dolorosa (mais pra ela do que pra mim) passasse e não houvesse alguma briga que me fizesse dormir no quarto de hospedes.
E pior que brigamos por besteira, claro.

Passei a semana toda sem ter nada, somando com a semana anterior em que ela estava parada para manutenção dá um total de 2 semanas sem prazer sexual. Se for avaliar bem isso é metade de um mês. Motivo mais do que suficiente para traições, mas não trai.
Somente os beijos descritos no outro blog. É com um colega de trabalho. As trocas de olhares são até mais excitantes do que os beijos em si.
As vezes me pego pensando no cara e já até criei estratégias para nos nossos momentos furtivos do trabalho ir além dos  beijos melados. Mas quando chega na hora não tenho coragem de avançar pro que meu imaginário criou.
Se avançar meu conciente gritaria dizendo que agora sim trai. E trair não quero, ela não merece.

É loucura eu sei, mas talvez Freud Explique.